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Protótipo aberto — plataforma em construção · nenhuma obra publicada ainda · o nome definitivo será batizado com a comunidade
Cordel 2.0 registro coletivo do território

Eixo coletivo · protótipo aberto

Escrita popular e xilogravura, ancoradas no chão onde nasceram

A Cordel 2.0 é um registro coletivo e vivo de folhetos e gravuras feitos no território — e cada obra registrada fica presa ao lugar real que a gerou: a rua, a praça, a beira da maré.

Não é rede social nem acervo trancado. É um registro que a própria comunidade levanta, em oficina, sobre o mapa do seu bairro: as obras entram com autoria declarada, os lugares citados são construídos em 3D e ficam públicos para qualquer pessoa visitar, sem conta e sem senha.

Estado de hoje, dito sem rodeio: o chão do primeiro território já está levantado a partir de dados abertos, e é o chão real de um bairro de Salvador; nenhuma obra foi recolhida ainda. Veja onde o trabalho está.

O primeiro território

O entorno do Espaço Cultural Alagados, em Salvador

O Espaço Cultural Alagados é um galpão cultural público inaugurado em 1989, no Final de Linha do Uruguai, na Península de Itapagipe. Escolhemos o entorno dele para o primeiro perímetro porque é ali que pretendemos propor a oficina inaugural — e porque aquele chão foi ganho do mar: as palafitas de Alagados avançaram sobre a Enseada dos Tainheiros e a mudança para terra firme só terminou nos anos 2000.

O que já está de pé: o perímetro de 500 metros ao redor do ponto real, a base de edificações, ruas e orla vinda do OpenStreetMap, e a caminhada em 3D por esse chão, que abre no navegador do celular sem instalar nada.

O que ainda não existe: nenhuma obra recolhida, nenhum marco de autoria, nenhuma construção feita pela comunidade. As alturas dos prédios são estimativa de massa a partir dos dados abertos, não levantamento de campo. É um chão à espera de quem escreve.

O Espaço Cultural Alagados é uma instituição real e não tem qualquer vínculo com este protótipo: não há parceria, patrocínio nem endosso. O que existe é a nossa intenção declarada de começar por ali.

Caminhar pelo território →

500 m de raio ao redor do lugar da oficina
O perímetro é a unidade do trabalho: constrói-se dentro dele, e o chão do perímetro é o chão do bairro.
2.922 edificações mapeadas no OpenStreetMap
Dessas, 2.911 viraram volume na cena; onze ficaram abaixo do piso de 8 m² e saíram.
200 trechos de rua, beco e escadaria
Mais treze áreas de uso do solo e seis feições de água — a orla da Enseada dos Tainheiros fecha o perímetro a leste.
67 lugares de uso público no arquivo
Comércio, praça, cultura, educação e culto — 42 deles com nome próprio no mapa. Residência e hospedagem ficaram de fora de propósito.
102 KB de dados da cena, comprimidos
O alvo declarado é um Android de entrada em rede 3G — se não abrir no celular do bairro, não serve.

Levantamento de 10 de agosto de 2026 sobre dados do OpenStreetMap, sob licença ODbL.

O ciclo

Como um território se constrói

Quatro passos, sempre nesta ordem, sempre com gente reunida no lugar. Ninguém precisa escrever uma linha de código em nenhum deles.

  1. 1

    A oficina acontece no lugar real

    Tudo começa presencialmente, dentro do território: um grupo se reúne, lê e escreve folhetos, grava matrizes. O ponto onde a oficina acontece vira a âncora de tudo o que vem depois.

  2. 2

    Abre-se o perímetro em volta

    Ao redor da âncora abre-se um raio de cerca de 500 metros, semeado com dados abertos do OpenStreetMap: quadras, ruas, orla. É massa de partida para o grupo reconhecer o próprio chão — não um cadastro pronto.

  3. 3

    A comunidade constrói os lugares citados

    Os lugares que aparecem nas obras — o beco, a praça, a passarela, a esquina — são erguidos pelo grupo sobre esse chão, por toque, por coordenada ou pedindo ao agente construtor. Nada vai ao ar sem passar pela curadoria da comunidade.

  4. 4

    Cada lugar ganha um marco de autoria

    No lugar construído fica uma placa com o nome de quem escreveu ou gravou, a obra e um link externo escolhido por essa pessoa — por exemplo, o perfil dela no mapa cultural. O crédito é parte da construção, não uma nota de rodapé.

Compromissos

O que esta plataforma não faz

Estas são as decisões que não estão em negociação. Valem antes de qualquer financiador, e continuam valendo depois.

  • Sem curtida, sem ranking, sem feed

    Não há pontuação, contador, "mais lidos" nem ordenação por popularidade — em lugar nenhum, para ninguém. O que se mede é agregado e institucional: quantas obras, quantos autores, quantos lugares. Nunca a audiência de uma pessoa.

  • A IA nunca escreve a obra de ninguém

    Existe um agente que ajuda a montar o cenário 3D. Ele só age quando alguém pede, cada ação aparece antes como pré-visualização, o grupo confirma ou recusa, e todo pedido fica registrado num log que pode ser exportado. Ele não redige verso, não inventa autor e não constrói sozinho.

  • Autoria sempre visível — e revogável

    A obra carrega o nome de quem a fez e o link que essa pessoa escolher. Quem cedeu pode voltar atrás: revogada a cessão, a obra e o marco saem na edição seguinte. E marco nunca vai na casa de ninguém sem consentimento expresso — o padrão é espaço público e ponto de produção cultural.

  • Sem conta, sem senha, sem coleta

    Não há cadastro, formulário, cookie, analytics nem requisição a servidor de terceiros — nesta página nem nas outras. Quem participa da oficina não abre conta. Nada sobre você é armazenado aqui.

  • Código aberto e dados abertos

    A base do território é dado aberto: OpenStreetMap sob licença ODbL, com atribuição visível. O compromisso é o mesmo na saída — código sob licença livre e territórios publicados em formato aberto (GeoJSON e glTF), reusáveis por qualquer pessoa, inclusive contra nós.

Onde estamos

Um protótipo honesto, e um nome que falta

O que existe hoje: a linguagem visual, a base do primeiro território processada a partir de dados abertos e as páginas que você está vendo. O que não existe: obra recolhida, parceria formalizada, edição publicada, oficina realizada.

O nome definitivo deste construtor coletivo do território também não existe — e não vai sair de uma reunião de marca. Será batizado com a comunidade, na oficina, junto com o primeiro perímetro desenhado à mão. Até lá, chamamos a coisa pelo que ela faz.

O convite

Se você escreve cordel ou grava xilogravura no território, se faz parte de um grupo cultural do bairro, se pesquisa a Península de Itapagipe ou se trabalha com dados abertos e quer ajudar a enriquecer o mapa: escreva.

Escrever para a equipe

cjaviervidalg@gmail.com

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